Extensão da UENP sem prazo para sair do papel

Projeto para instalação de cursos tecnológicos está praticamente pronto, mas depende de recursos do Estado

Reitora da UENP, professora Fátima da Cruz Padoan

A abertura da extensão da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em Santo Antônio da Platina não tem, ao menos por ora, previsão de sair do papel. Embora o projeto esteja bem adiantado, a execução depende de inúmeros fatores que vão além dos esforços da universidade, especialmente a liberação de recursos por parte do governo do Estado.

A extensão foi anunciada ano passado e gerou expectativas, porém, ao que parece, o projeto ainda estava em fase embrionária quando foi levado a público. “Claro que todos nós gostaríamos que ano que vem essa extensão já acontecesse, e nós trabalhamos muito para isso, mas ainda não há condição de darmos um prazo. A efetivação da extensão depende de uma série de fatores e investimentos, sendo que muitos deles estão fora da nossa alçada. Se tiver condições em termos de espaço e profissionais, realmente poderia começar ano que vem. Temos dialogado com o governo do Estado, mas volto a dizer que previsão não existe por enquanto”, explica a reitora da UENP, professora Fátima da Cruz Padoan.

O que há de mais concreto sobre a extensão da universidade em Santo Antônio da Platina diz respeito à localização e aos cursos. Ainda de acordo com a reitora, há uma conversa adiantada com a prefeitura do município para a cessão do prédio de um antigo colégio agrícola e estudos sobre a escolha dos cursos a serem oferecidos.

“Temos uma conversa com o município e já nos foi disponibilizado um espaço de um colégio que está sem uso, parece. E com relação aos cursos, também conversamos com as lideranças de Santo Antônio sobre a demanda profissional. A princípio seriam cursos tecnológicos em Alimentos Industrializados e Fruticultura, mas ainda é um estudo”, continua Fátima.

MÃO DE OBRA

O estudo da demanda profissional, segundo a reitora, tem sido uma preocupação constante da universidade para buscar o desenvolvimento regional. “Hoje o que vemos é muita gente se formando e indo embora para outras regiões, ou ficando por aqui sem exercer a profissão por falta de campo. Então temos estudado muito as áreas que tem espaço no Norte Pioneiro para que a pessoa possa se formar e se estabelecer na região, com qualidade. Daí a necessidade de avaliarmos com calma e junto com a comunidade o que o município está precisando em termos de mão de obra”.

EXTENSÕES

Fátima ainda revela que a intenção da universidade é abrir extensões também em outros municípios da região, mas que isso ainda é um processo que deverá levar algum tempo. “Temos a procura constante de municípios para abrirmos extensões, e nós realmente planejamos isso, mas é claro que é um sonho a longo prazo. O fato é que nós temos buscado desde já que cada vez mais a UENP possa ser uma ferramenta de desenvolvimento de toda região”.