Manifestantes pedem que acusados de feminicídio permaneçam presos

Com faixas, cartazes e gritos por Justiça, os manifestantes cobraram celeridade no julgamento do casal acusado pela morte de Luciane Rita

Parentes e amigos de Luciane protestaram em frente à cadeia de Joaquim Távora contra a liberdade dos acusados

Parentes de amigos de Luciane Rita, 30 anos, assassinada em julho do ano passado, em Quatiguá, cuja autoria do crime recai sobre o ex-marido da vítima, o professor de capoeira Adelmo Aniballe Cordasco do Prado, 27 anos, e a namora dele à época do feminicídio, Juliana Barraqueiro, 32 anos, protestaram na tarde de domingo (2) em frente à cadeia de Joaquim Távora, onde os acusados estão presos. Na última quinta-feira (30), a Justiça substituiu a prisão preventiva dos réus por medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Com faixas, cartazes e gritos por Justiça, os manifestantes cobraram celeridade no julgamento do casal acusado pela morte de Luciane Rita, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro do próprio carro na zona rural de Guapirama.

Em sua decisão, o juiz Marco Antônio Venâncio de Melo, titular da Comarca de Joaquim Távora, reconheceu o pedido da defesa pela liberdade de Juliana Barraqueiro, observando o excesso de prazo para a manutenção da prisão preventiva da ré, bem como “o intuito de procrastinação do feito”, salientando que “a demora fere o direito de liberdade da acusada e a sua presunção de inocência”, destacando ainda “ter ficado demonstrado a fragilidade dos indícios de autoria diante da dúvida do órgão acusador”.

A prisão preventiva de Juliana Barraqueiro foi revogada, com substituição por medidas cautelares, que incluem o monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. A decisão da Justiça, consequentemente, beneficiou o corréu Adelmo Aniballe Cordasco do Prado, com as mesmas medidas cautelares.