Preso denunciado pelo Ministério Público por pedofilia

Mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (5)

CRÉDITO: Antônio de Picolli

Investigadores da 38ª Delegacia Regional de Polícia de Santo Antônio da Platina (Tiago Souza e Alberto Mello), numa operação comandada pelo delegado Rafael Guimarães, cumpriram na manhã desta terça-feira (5), mandado de prisão preventiva contra um morador da cidade denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP-PR) pelos crimes de posse de fotografias pornográficas de crianças/adolescentes, assédio – por qualquer meio de comunicação, com o fim de praticar ato libidinoso com criança – e estupro de vulnerável.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início no começo deste ano, com relato de parentes da vítima ao delegado Rafael Guimarães sobre a suspeita de mensagens recebidas via celular por uma criança que relatou os episódios de abuso sexual que sofria por parte de um “amigo” da família.

No início deste ano, a equipe policial composta pelo delegado Rafael Guimarães e pelos investigadores Tiago Souza e José Ruy cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, onde foram apreendidos equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo. Os equipamentos eletrônicos foram periciados e, recentemente, o resultado indicou que o investigado possuía fotos de crianças em poses de nudez e pornográficas e também havia mantido conversas com o fim de aliciamento libidinoso em chats da internet com crianças e adolescentes, além de acesso a sites de conteúdo com temas de nudez e ato sexual de crianças e adolescentes.

O delegado destaca que o pedófilo raramente utiliza de violência física contra as vítimas. Sua conduta usual consiste em aliciar, seduzir e ganhar a confiança da criança com objetos materiais que a atraem. No caso em questão, o investigado presenteava a vítima com celulares caros e a criança se submetia ao tormento dos abusos sem que ninguém desconfiasse, já que frequentava o círculo interno da família.

A investigação foi finalizada e o delegado concluiu que o acusado cometeu os crimes de posse de fotografias pornográficas de criança/adolescente (artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente), assédio – por qualquer meio de comunicação, com o fim de praticar ato libidinoso com criança – (artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente) e estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal).

A promotora de Justiça Natasha Scafi de Vasconcelos ofereceu denúncia e requereu a prisão preventiva do acusado, a qual foi decretada pela juíza Marcella Mansano e cumprida pela Polícia Civil.